Recados ao poder ou a quem dele está próximo (leia-se que o influencia). Com fundamentação da opinião e com soluções alternativas, sempre que necessárias e conhecidas (pode acontecer não existirem ou serem desconhecidas - não será impeditivo).
. sábado, 24 de Janeiro de 2009 13:10 . PSD: Morreu antigo presidente da AR Fernando Amaral
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O antigo dirigente do PSD e ex-presidente da Assembleia da República, Fernando Amaral, morreu hoje de madrugada em Lamego, a sua terra natal, aos 84 anos de idade, disse à Lusa fonte partidária.
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Aqui está uma notícia triste. Não sendo do PSD, a minha memória de Fernando Amaral é boa. Agradável, mesmo doce e ainda muito clara. De alguém que me habituei a considerar boa pessoa. Nos tempos que correm, isso é obra. Sobretudo entre políticos.
Rui Rio tem um processo crime porque um arrumador o acusou de publicar a sua imagem sem autorização. Nas palavras do edil, estamos a falar duma fotografia publicada na revista da Câmara Municipal do Porto onde esse arrumador aparecia "ao fundo, com um chapéu enfiado até ao nariz". Mas um arrumador, assim tratado, não tem uma nova dignidade, por ter uma profissão reconhecida?
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Uma condutora foi detida e multada, embora ninguém (das autoridades que a detiveram) soubesse que multa lhe devia ser aplicada, por usar como combustível, no seu Mercedes a gasóleo, oléo vegetal (doméstico, para fritos). Usava menos de 27 litros, o que lhe permitiria usar esse combustível sem pagar o imposto sobre produtos petrolíferos ... se tivesse uma guia que referisse essa isenção, passada por qualquer alfândega. Como não tinha, vai pagar 150 euros de multa (deve ser coima a expressão correcta). O dono do carro diz que usa o oléo para fritar uma vez e depois despeja-o no depósito de gasolina do carro. Outros despejam-no pelas fossas, poluindo águas e terrenos. Mas estes não pagam nada! Esta é a política "poluidor pagador", tão apregoada pelos nossos governantes? Se é, estamos falados!
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O primeiro-ministro irritou-se e, num tom pouco respeitoso, grosseiro mesmo, pediu a Santana Lopes que contribuísse para o debate com qualquer coisinha, qualquer coisinha ... nova! Mas desde quando um político, do governo ou da oposição, se preocupa com isso? Se apoia o poder, aplaude; se está na oposição, diz mal. Ponto final!
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Mais uma desilusão em Alvalade: Sporting perde 0-2 com equipa escocesa e é afastado das meias finais da Taça UEFA. O Natal chegou tarde, mas chegou!
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Graças a Deus, estas são algumas das mais significativas notícias do dia, nos jornais. A DREN não podia ficar de fora desta "visão idílica":
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A Direcção Regional de Educação do Norte apresentou uma queixa ao Ministério Público e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social por causa da forma como alguns órgãos de comunicação social exibiram o vídeo filmado na escola Carolina Michaelis. O jornal Expresso, um dos visados, afirma que a queixa da DREN não tem qualquer justificação.
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Isto é que é um bom serviço prestado à Educação, ao Carolina Michaelis e aos Alunos, todos! Manter o assunto na ordem do dia, para que continuemos a ver as imagens ... com caras distorcidas que todos já viram ao vivo! Esquecer este triste assunto, não é boa política. Mantê-lo na ordem do dia, já está bem.
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Apetece dizer: somos todos romanos nas fortificações que cercam a aldeia dos irredutíveis gauleses!
Vou tentar cumprir o meu voto de "não comentar" o vídeo da vergonha. É apenas um registo do que acontece nas Escolas. Mas nas Escolas há mais (muito mais) que o que é mostrado. E há uma imensidão de coisas boas a acontecer todos os dias, a todas as horas.
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Por força deste meu voto, vou citar um autor de comentário, no referido vídeo:
1º Há que perspectivar as coisas. É um acto grave, violento, triste mesmo, mas não é (infelizmente) dos mais graves que acontecem nas Escolas! Por isso, vamos lá parar com essa coisa da expulsão. Se agredisse fisicamente, com violência, de forma a deixar marcas (também) físicas, que faziam? Condenavam-na à morte? Haja tento no que se diz ...
2º Já repararam que, neste caso, os pais são tão ou mais culpados que a jovem? Mas não há forma de os responsabilizar!
3º Os outros alunos da turma devem ser punidos? Penso que sim. Em última análise, eles permitiram que isto acontecesse. Salvem-se os que tentaram (ainda que muito pouco) evitar o caos ...
4º Se o que aconteceu é recorrente, então o Director de Turma, os outros Professores da Turma e a Direcção da Escola não estão isentos de responsabilidade. Há que os chamar a essa responsabilidade também.
5º O que fazer com a jovem em causa? Puní-la, claro, com o enquadramente que merece - e mantê-la na Escola, com outros a trabalhar com ela - psicólogos, sociólogos, assistentes sociais e outros, em função do que ela precisa. Rapidamente noutra turma ou mesmo noutra escola. Para a proteger também, que ela é demasiado jovem para ser "aniquilada".
6º A professora deve ser acompanhada, a partir daqui. A co-docência seria uma boa solução para o 3º período.
7º O que aqui se vê vai acontecendo, infelizmente. Não é caso único. Nem de agora. Mas também não é o dia-a-dia das Escolas. Não é notícia, mas é muito mais o que de bom se faz que este tipo de coisas más. Basta dar uma volta no Youtube para ver tanta coisa talentosa que acontece nas Escolas ...
Para concluir: NÃO LEVEM TELEMÓVEL PARA A ESCOLA! SE LEVAREM, DESLIGUEM AO ENTRAR NA SALA DE AULA. É tão importante não perturbar uma aula com o telélé como não gravar estas coisas. É que, de pois de as termos gravadas, a tentação de publicar é enorme ... e depois, ainda que se queira reparar o mal que causamos a tanta gente, já não conseguimos. Pensem nisto.
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Acrescento (lá se vai o voto ...), tomem em atenção a Escola onde isto aconteceu - o Carolina Michaelis é um Escola do centro da cidade do Porto, que não é constituída por alunos oriundos de bairros problemáticos ... tanto quanto sei!
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Outro dado relativo ao assunto - comunicado da CONFAP:
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O EXERCÍCIO DA DISCIPLINA EXIGE EDUCAR PARA A RESPONSABILIDADE
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A CONFAP condena todos os actos de indisciplina praticados por alunos nas escolas, tal como o que hoje foi dado a conhecer, ocorrido na escola secundária Carolina Michaelis, no Porto. Manifesta, igualmente, a sua solidariedade para com a professora e, simultaneamente, lança um apelo a todos os pais para que exerçam o seu poder paternal junto dos seus filhos, educando-os no sentido da responsabilidade e do comportamento que devem ter em sala de aula, o seu local privilegiado de aprender.
Apela-se aos pais, também, para que imponham regras muito firmes quanto ao uso de telemóveis pelos seus filhos. Muitos dos conflitos hoje existentes no interior das escolas devem-se ao uso indiscriminado de telemóveis.
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O resto do comunicado é pobre e "aproveitador" (ver aqui). Mas este início tem aspectos interessantes. Por exemplo, a questão do uso dos telemóveis. Parece-me perceber aqui uma certa "evolução", face à postura pública. Ou não ...
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E porque há mais (muito mais) nas Escolas, e muita coisa boa aí se faz, aqui vai um vídeo que já publiquei noutro blogue:
Enquanto ministro do Turismo, o deputado do CDS-PP Telmo Correia assinou cerca de 300 despachos na madrugada do dia em que o novo Governo, liderado por José Sócrates, foi empossado, informa hoje o Público.
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Já tenho assinado alguns despachos, mas não com a mesma importância, estou certo. Aliás, não só assino como os elaboro.
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Ao ler a notícia, pratiquei um pouco a assinatura de despachos. Se não os fizermos e não nos preocuparmos a ler o seu conteúdo, conseguimos assinar 300 e até mais do que isso. Também depende da madrugada, quando começa e quando acaba. Se a tomada de posse ocorreu ao fim do dia, a madrugada podia ter sido algo falsa, por se ter prolongado pelo dia fora.
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Assinar despachos não é uma tarefa qualquer. Consiste em assinar um documento que se pretende venha a despachar um ou muitos assuntos (espero, sinceramente, que não se trate de pessoas). Resulta da nossa (do que assina os despachos) vontade em fazer acontecer algo, e depressinha. Se passamos um ou dois meses sem despachar, as coisas ficaram paradas e isso é o oposto de serem despachadas. Logo, na primeira oportunidade, devemos despacharmo-nos, despachando.
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Assim sendo, não vejo qual é a admiração. Ou andou uns meses a elaborar despachos (não ligados ao oculto, esta é mais uma esperança que tenho), não os assinando enquanto os fazia, ou tinha outro(s) a fazê-los, de acordo com as suas instruções ou com total liberdade ou, nessa madrugada, uma equipa ia elaborando os despachos e o ministro só ia assinando, conforme lhos colocavam à frente. Se tinha sido ele a fazê-los antes, assinou nessa noite para não deixar trabalho para o seu substituto.
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Uma coisa é certa. Para despachar tão bem (e bom seria que as empresas de transporte de mercadorias aprendessem como se trabalha nesse ramo), em tão pouco tempo (se, se), nem sequer leu o que assinava. Este facto demonstra a boa-fé do então ministro. Para ter a certeza que as coisas se despachavam mesmo (parece que o actual ministro do Turismo, se existe, que este governo só tem um protagonista e os ministros só atrapalham, o actual ministro, dizia eu, pouco ou nada despacha), despachou ele nessa madrugada 300, assinando de cruz. E não o fez nada mal, se a única coisa estranha resultou na entrega, a um casino, do edifício onde esse casino está instalado, que pertencia ao Estado. 0,33 por cento de erros tem que ser considerado bom trabalho.
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Em tempo: parece que ainda ninguém apreciou os outros despachos assinados. Isto abala a minha análise, mas não destrói, desde logo, o resultado a que cheguei. Quem disse que há (muitos) mais erros? E se houver, como podem ser considerados erros graves, se não houve tempo para ler os despachos? Isso não conta? O problema dos portugueses reside na pressa em condenar o outro, sobretudo quando é uma pessoa pública. Onde já se viu? Só aqui ...
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Também gostei da piada da semana: o secretário de estado do desporto manifestou surpresa e indignação ao constatar que os ginásios não baixaram os preços, em função da decisão do governo em reduzir a carga fiscal aplicada aos serviços prestados nesses locais. Como se isso fosse uma surpresa. Como se não soubéssemos como são os nossos empresários!
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Resolva lá isso, caro governante: aumente outra vez esses impostos, que os donos dos ginásios estão mortinhos por ter uma razão para aumentar os preços, coisa que já não fazem desde o ano passado. Desde Dezembro de 2007. Uma eternidade.
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Belo país, com gente cheiinha de boas intenções. No governo e fora dele. Só eu é que não me consigo governar. O que prova que tenho razão na apreciação que faço da minha pessoa. Sou um amigo do Shrek, palavroso e que não usa botas! Segundo uma pessoa que me é próxima, tenha lugar assegurado numa das forças policiais portuguesas, que só tem disso nas suas fileiras!
Já agora, façam mais um favor: Discutam tudo outra vez! Deixem as estatísticas e preocupem-se com os fundamentos da formação de jovens, futuros cidadãos de um país que deve ter regras.
Hoje escrevo com tristeza! Sinto o desalento e a frustração daquele que vê alguém percorrer um caminho errado e sabe que esse alguém não tem coragem para mudar de rumo a cada cruzamento que passa. Esse alguém simboliza um país que, a cada passo, deixa para trás valores do passado, inebriado por ideias ocas de sucesso fútil que, ainda por cima, comprometem o futuro. O desalento e a frustração são o sentimento do homem que, constantemente, se sente impotente para travar os arrepios de sabedoria daqueles que julgam saber do que nunca fizeram. Falo daquela que será, a acontecer, a machadada mortal para algumas escolas públicas portuguesas.
Parece (é que estas coisas importantes sabem-se sempre primeiro pelos jornais!) que o novo estatuto do aluno vai resolver finalmente dois dos graves problemas da escolaridade obrigatória em Portugal: o absentismo e o abandono. Como? Muito fácil. O rapaz falta um tempinho e a gente dá-lhe um exame (não me perguntem quando é que o rapaz fará o exame, se calhar vamos a casa dele levar-lho!). Está tudo resolvido! Finalmente o sonho está realizado: já nem a falta de assiduidade pode causar a retenção. Toda a rapaziada passa de ano, acabaram os chumbos! Seremos um país de sucesso. Ficaremos no primeiro lugar do ranking. Cumprimos o espírito Europeu! O facilitismo levado ao extremo. A escola armazém em todo o seu esplendor! Sobra apenas um problemazito: que resultados aparecerão nos exames nacionais? Bem, mas este problema também se resolve. Atira-se a culpa para os imbecis dos professores: que não motivam os alunos, que não os habilitam nas competências, que não usam o plano tecnológico. Vai ser fácil atirar o odioso da questão para essa classe de preguiçosos! E, afinal, só se fala uma vez por ano em exames! Porquê tanta preocupação com o conhecimento?
O caminho mais difícil de percorrer é aquele que exige mais esforço. E o grande desafio deste País não é o do índice estatístico, supostamente, imposto pela Europa. O verdadeiro desafio é saber como se conjuga cumprimento de escolaridade obrigatória com qualidade de aprendizagem. Para conciliar estas duas vertentes ainda ninguém soube apontar soluções. Se calhar até, ainda ninguém conseguiu encarar o assunto de frente. Para tal é preciso definir prioridades. E tais primados surgirão das respostas que o país quer dar a algumas questões complicadas:
Em que princípios se deve fundamentar o sistema educativo? O princípio da ocupação do tempo das crianças deverá sobrepor-se a todos os outros? Que regras quer o Estado que a escola dê aos alunos? O Estado quer regras? Ou caminharemos para uma sociedade sem regras? Deverá o Estado fornecer à escola pública os meios para estar em pé de igualdade com o ensino privado? Ou deverá apenas garantir a subsistência de um número residual de escolas públicas para abarcarem aqueles que não têm possibilidades de frequentar uma privada? Que suporte dá o estado à família? O Estado quer ter famílias? Quais as obrigações do Estado em termos sociais? Estará a cumprir tais obrigações? E em termos da criação de condições para o pleno emprego? É função do Estado zelar pela equidade na distribuição de riqueza? Que valores proclama o País? Ou já não interessam os valores?
Estas (e muitas outras) são questões importantes que quem dirige o país prefere meter na gaveta. São questões aborrecidas, ainda por cima de difícil resposta. De certeza que foram inventadas por um daqueles professores que ainda acha que a Escola serve para educar e instruir.