quinta-feira, 28 de junho de 2007
Marcar passo, em geral
Não (Valida)
Este campo foi introduzido na certificação e validado pela comissão de certificação da candidatura.
Não(Valida) - significa que o candidato não se encontra na situação de incapacidade para o exercício de funções docentes ou com dispensa total ou parcial da componente lectiva.
Sim(Não valida) - significa que o candidato se encontra na situação de incapacidade para o exercício de funções docentes ou com dispensa total ou parcial da componente lectiva.».
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Julgar os outros
Esta coisa da opinião é tramada. Nós temos o condão de julgar qualquer pessoa, independentemente da profundidade do conhecimento que dela temos.
Aprendi, há muitos anos, que este acto, de avaliar os outros, é perigoso. Essa foi a razão primeira porque decidi não prosseguir para o CEJ – Centro de Estudos Judiciários, quando concluí a licenciatura. É que quem faz qualquer dos cursos daquele Centro decide sobre a vida das pessoas, julgando-as. Nunca o quis fazer.
Muitas vezes me questionaram – sobretudo Alunos da disciplina de Direito – se o advogado não o fazia também, julgar o cliente, para melhor o defender. Sempre respondi que tal não tinha que acontecer, forçosamente. A obrigação do defensor é só essa – defender, o melhor possível, quem está em dificuldades. Mas não julgar a pessoa; isso é função do juiz. Só assim um advogado conseguirá defender uma pessoa acusada de crime hediondo. Se a julgasse, certamente não conseguiria desempenhar a sua função (defender o acusado), de forma adequada, em muitas situações.
Também na vida nos confrontamos com outra(s) pessoa(s) e, porque somos como somos, regularmente opinamos quanto à sua personalidade ou, mais comezinhamente, quanto à sua “maneira de ser”.
Considero que, quase sempre, o fazemos razoavelmente bem. O que pensamos do outro é aquilo que o tempo vem confirmar. Mas quando assim não é, não estamos a ser, “apenas”, injustos. Podemos causar danos mais ou menos extensos, que perdurarão também mais ou menos, no tempo.
Esta forma de estar (mais do que de ser, por ser construída e implicar o que faço publicamente) obriga-me a reservas que outros não têm. Mas limita-me a expressão. De facto, até neste âmbito (blogosfera) esse é um acto tentador.
Registo isto por duas razões, que passo a explicitar:
.
- Porque quero que outros entendam os motivos que me levam a tecer os comentários à tutela, normalmente críticos, mas que muitos apelidam de “brandos” ou de “comedidos”, como se isso fosse defeito.
Pois até poderá parecê-lo, poderá. Mas eu penso exactamente o contrário.
Conheço algumas pessoas que são responsáveis pela educação, do país ou da região norte, onde exerço funções. Conheço-as mal (poucos e apenas formais encontros aconteceram, desde que assumi a gestão de Escolas) e não sou capaz de ajuizar como se as conhecesse há muito, de forma íntima e completa. Conheço-as, ainda assim, melhor que muitos que me rodeiam e as criticam, por vezes duramente, que nem sequer com elas falaram, uma vez que fosse. Estou absolutamente convencido que estou mais informado do que muitos deles, e que a opinião que vão formulando, sendo mais afirmativa, não é melhor que a minha. Acredito, até, que é um pedaço pior.
.
- Por outro lado, porque se registam movimentos de apoio ao senhor A e ao senhor B, que podem estar, neste momento, a sofrer as consequências de não serem “comedidos”, tendo mesmo sido, em alguns casos, ofensivos para com outro(s).
São movimentos de cariz afectivo, reacções de ordem sentimental, que se suportam em análises muito pouco racionais. Apetece-me estar ao seu lado – mas fico tolhido pelas reservas que me afectam.
Quem ofendeu e não cuidou de respeitar o(s) outro(s), só deve ter apoio se comprovar que tinha razão no que disse - e se o outro não merece respeito e não pode ser ofendido (na medida em que é verdadeiro aquilo que, só sendo mentira seria ofensivo ou desrespeitador).
.
Parece-me difícil que apelidar outro de filho de alguém que é protótipo da desonra seja comprovado como verdadeiro, no local adequado. Neste caso, e se assim foi (porque duvido sempre do que não conheci directamente), quem apelidou com maldade merece que lhe aconteça algo similarmente mau (ainda que isso me custe no plano dos sentimentos, porque a minha costela de subordinado tenta sempre colocar-me ao lado dos que estão sujeitos à autoridade). Os danos que causou, na pessoa visada, devem ser reparados, indirectamente que seja. Não tenho dúvidas.
.
Já quanto a quem usa meios de divulgação massiva, potenciadora de espalhar rápida e alargadamente boatos difamatórios, tem que comprovar que não são boatos, que é verdade tudo o que afirmou, sob pena de ter que ser penalizado pelo que fez. Tudo o que afirmou, sendo falso, teve como consequência causar prejuízos, pelo menos na imagem da pessoa que queria atingir. Ah, então deve pagar por isso. Aqui, nem sequer tem a minha simpatia. Qualquer um de nós pode ser atingido desta forma, se não existir mecanismo dissuasor destas práticas. Tão simples quanto isto.
.
.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Que passado somos? Que futuro teremos?
.
sábado, 16 de junho de 2007
Perspectivas
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Bamos lá bere se nos intendemos
Omenagem à hortografia
.
Asenhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, emfuturas provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja oserros hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testespretendem efetuar.
.
Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de oresponçável pelo gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cidotão mal comprendido e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata dedar opiniões sobre educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos.
.
Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamenteditos limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a notaconta para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade doencino e das iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre ascompetênssias e deficiênçias dos alunos.
.
Quando se soube que, na primeira parte da prova de Português, não eram levados em conta os erros hortográficos dados pelos alunos, logo ouvealgumas voses excandalisadas que julgaram estar em curso mais uma dasexpriências de mudernização do encino, em que o Menistério tem cido tão prodigo. Não era o caso porque tudo isto vem desde 2001. Como foieisplicado, avia patamares no primeiro deles, intereçava ver se os alunoscomprendiam e interpetavam corretamente um teisto que lhes era fornessido.
.
Portantos, na correção dessa parte da prova, não eram tidos em conta oserros hortográficos, os sinais gráficos e quaisqueres outros erros deportuguês excrito. Valorisando a competenssia interpetativa na primeira parte, entendiasse que uma ipotetica competenssia hortográfica seria depoisavaliada, quando fosse pedido ao aluno que escrevê-se uma compozição. Aísim, os erros hortográficos seriam, digamos, contabilisados - embora, como se sabe, os alunos não sejam penalisados: á oras pra tudo, quer oMenistério dizer; nos primeiros cinco minutos, trata-se de interpetar; nosquinze minutos finais, trata-se da hortografia.
.
Á, naturalmente, um prublema, que é o de comprender um teisto através de uma leitura com erros hortográficos. Nós julgáva-mos, na nossa inoçência,que escrever mal era pensar mal, interpetar mal, eisplicar mal. Abreviandoe simplificando, a avaliassão entende que um aluno pode dar erros hortográficos desde que tenha perssebido o essencial do teisto que comenta(mesmo que o teisto fornessido não com tenha erros hortográficos). Numafase posterior, pedesse-lhe "Então, criançinha, agora escreve aí um teisto sem erros hortográficos." E, emendando a mão, como já pedesse-lhe para nãodar erros, a criancinha não dá erros.
.
A questão é saber se as pessoas (os cidadões, os eleitores, os profeçores,"a comonidade educativa") querem que os alunos saião da iscóla a produzir abundãnssia de erros hortográficos, ou seja, se os erros hortográficos nãotéêm importânssia nenhuma - ou se tem.
.
Não entendo como os alunos podemamostrar "que comprenderam" um teisto, eisplicando-o sem interesar a cantidade de erros hortográficos. Em primeiro lugar porque um errohortográfico é um erro hortográfico, e não deve de aver desculpas. Emsegundo lugar, porque obrigar um profeçor a deixar passar em branco oserros hortográficos é uma injustiça e um pressedente grave, além de umadesautorizassão do trabalho que fizeram nas aulas. Depois, porque se ogabinete de avaliassão do Menistério quer saber como vão os alunos emmatéria de competenssias, que trate de as avaliar com os instromentos quetem há mão sem desautorisar ou humilhar os profeçores.
.
Peçoalmente, comprendo a intensão. Sei que as provas de aferissão nãocontam para nota e hádem, mais tarde, ser modificadas. Paço a paço, a hortografia háde melhorar.
.
.
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Uma história que fala por si
.
Maio de 2007 - "Pela primeira vez, o país associará os resultados não apenas à performance dos alunos mas também ao trabalho das escolas e dos professores, para o melhor e para o pior" – palavras da Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, aos jornalistas.
.
Maio de 2007 - A Associação de Professores de Matemática (APM) vem manifestar a sua total discordância com a afirmação da senhora Ministra da Educação, publicada na comunicação social no dia 12 de Maio: “Pela primeira vez, o país associará os resultados não apenas à performance dos alunos, mas também ao trabalho das escolas e dos professores, para o melhor e para o pior”. A senhora Ministra referia-se ao trabalho no âmbito do Plano da Matemática, a medida 1 do Plano de Acção para a Matemática, lançada em Maio de 2006.
A APM aceitou estar representada na Comissão de Acompanhamento desta medida, onde sempre contrariou o discurso excessivamente centrado sobre os resultados esperados com a realização dos projectos nas escolas, porque há muitos aspectos das aprendizagens que não são mensuráveis, sobretudo a curto prazo, e porque há muitos factores, alheios ao sistema educativo, que influenciam as aprendizagens dos alunos. A afirmação de que os resultados dos exames de Matemática do 9º ano vão ser “teste ao trabalho das escolas”, revela ausência de sentido pedagógico e exprime uma leitura muito simplista e redutora do que é esse trabalho e a educação. …
continua em termos semelhantes e termina:
… Os professores de Matemática, como dissemos, querem melhorar o ensino da sua disciplina, querem que os alunos aprendam mais e melhor na Escola e nas aulas de Matemática. Sabemos que é uma tarefa difícil e cuja dificuldade tem raízes antigas e não apenas na Escola. Sabemos também que não vai ser resolvida num ano e que obriga a um esforço continuado e permanente. Sabemos que estamos dispostos a continuar nesse esforço e a aprofundá-lo. Queremos, e esperamos, como todos esperam, que o Ministério cumpra a sua parte, melhor do que tem cumprido até agora.
Associação de Professores de Matemática
Na sequência destes acontecimentos, o Director Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, Dr. Luís Capucha, convidou a APM a sair da CA, alegando que a APM não podia criticar publicamente o programa do Ministério, uma vez que fazia parte dele.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Pequenas contas antes do exame
A análise atenta a esta tabela permite enunciar algumas certezas antes de começar a estudar para os exames. Eis algumas delas:Quem vai a exame com classificação de frequência no final do 3º período de:
- 1, não pode ter classificação final positiva.
- 2, precisa de tirar 4 no exame para ter classificação final positiva.
- 3, deve tirar mais do que 1 no exame para manter a positiva.
- 3, só consegue levantar a nota para 4 tirando 5 no exame.
- 4 ou 5, tem garantida classificação final positiva.
- 4, basta tirar positiva no exame para manter a classificação final de 4.
- 4, nunca ficará com classificação final de 5.
- 5, tem, pelo menos, a classificação final de 4 garantida.
Acresce ainda uma outra: só para os alunos com classificação de frequência no final do 3º período de 3 é que o exame parece produzir mais incerteza: podem manter, descer ou subir. Para os que vão a exame com outra nota só há duas alternativas. Uns mantêm ou descem; outros mantêm ou sobem.
Para quem gosta destas coisas com números é interessante observar as duas tabelas seguintes.
Na primeira, apresentam-se os resultados da aplicação da fórmula sem efectuar o arredondamento às unidades.
Na segunda, apresenta-se o que se pode ganhar ou perder no exame (vejam também as simetrias!).
Caso se tratasse de acontecimentos equiprováveis (que não são!) tínhamos algumas conclusões interessantes como:- A probabilidade de um aluno subir a sua classificação em exame seria igual à de descer: 6/25 (24%).
- A probabilidade de um aluno manter a sua classificação em exame seria de 13/25 (52%).
- A probabilidade de um aluno não descer a sua classificação em exame seria de 19/25 (76%).
Quase que apetecia fazer exame!
É pena estas últimas conclusões não valerem!
sábado, 2 de junho de 2007
Uma (des)graça pode não vir só ...
O ministro da Economia afirmou, publicamente, que as tarifas da electricidade iriam baixar, num futuro próximo. Isso resultará, segundo o mesmo, das medidas que estão a ser tomadas, nomeadamente a liberalização dos mercados e dos preços (que são, actualmente, regulados, ou seja, são definidos por uma entidade reguladora) e o aumento da concorrência que se prevê venha a acontecer. Vejam a notícia, como saiu:
.
O Governo aprovou, esta sexta-feira, um decreto para a cessação antecipada contratos de aquisição de energia (CAE). O Executivo espera que o diploma venha liberalizar o mercado e permitir uma redução de preços a partir de Julho.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o titular das pastas da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, referiu que a aprovação do diploma possibilitará o «aprofundamento» e a «concretização» do Mercado Ibérico de Electricidade (MIBEL). «A partir de agora, passa a haver suporte legal para a extinção dos CAE -contratos de longo prazo de aquisição da energia a um preço fixo, o que não permitia o funcionamento do mercado liberalizado», apontou Manuel Pinho, citado pela Agência Lusa.
Com estas medidas, as empresas produtoras deixam de vender electricidade a um preço fixo de longo prazo e vão poder escoar a sua electricidade directamente para o mercado, o que permite mais concorrência, mais transparência e, tendencialmente, preços mais baixos», considerou.
Ainda de acordo com o ministro, com a extinção dos CAE «é possível no início de Julho implementar um processo mais relacionado com o mercado».
Interrogado sobre quanto poderão baixar as tarifas de electricidade, Manuel Pinho remeteu a questão para uma decisão da Entidade Regulador do Sector Eléctrico (ERSE). TVI, 1 de Junho de 2007.
.
Isto perturba-me. Por razões que são conhecidas de todos, mas que são esquecidas com muita rapidez. Vamos a elas:
1º - Históricas: sempre que os preços deixam de ser fixados, tabelados, vigiados, controlados, regulados ou outro “ados” qualquer, para passarem para este dos liberalizados, os preços subiram, nunca desceram (às vezes desceram uns cêntimos ou tostões - depende da época – no início, mas subiram, oh lá! se subiram logo de seguida).
Exemplos: o pão (há muitos, muitos anos), a gasolina, os transportes, medicamentos, etc.
2º - Contextuais: há uns meses atrás, foi anunciado, com pompa e circunstância, a abertura do mercado ibérico de electricidade, com a natural chegada das empresas privadas e da ainda mais natural descida dos preços. Não só não apareceu nenhuma como as potenciais investidoras afirmaram não entrar no tal mercado “por os preços praticados em Portugal serem demasiado baixos e não serem atractivos ou, sequer, competitivos”. Hum, agora devem estar muito altos, devem devem …
3º - Contabilísticas: Há um ano atrás devíamos ter tido aumentos de 15% na factura da luz (lembram-se da celeuma?), e só(???) foi de 6% porque o governo não deixou (e o responsável pela entidade demitiu-se, e a oposição fez barulho, e etc., etc., etc.). Parece que a conjuntura se alterou … só não percebo muito bem como!
4º - Originais: um ministro que tem um historial de asneiras, no que vai dizendo publicamente. Lembram-se da garantia de não despedimento dos trabalhadores duma empresa na Guarda? No dia seguinte, veio dizer que afinal iam para Castelo Branco, ali ao lado? E depois que, afinal, já iam ser despedidos, não se podia fazer nada! E agora, a empresa arranjou solução e não os despediu! Só que, há uns dias, os trabalhadores foram mandados para a Roménia ... sei lá o que mais aí vem. Este homem é perigoso, no que diz.
Bom, vamos tornar breve uma longa história. Aposto com quem quiser que, daqui a um ano, a factura da electricidade vai ser bem mais pesada. E esta é uma aposta séria! O que me incomoda é a inexistência de apostadores. Se aparecer algum, não posso concretizá-la, pois não devemos apostar com doidos ou tirar dinheiro a gente ingénua.
Vamos ao reverso da medalha (pelo menos, estou esperançado que não venha de lá um verso conhecido): computadores portáteis a 150 euros (no máximo), para os Alunos que vão entrar no 10º ano e banda larga com desconto; ao mesmo preço para os Professores (inclui o mesmo desconto). Se não existir nenhuma condição extra – tipo fidelização, obrigatoriedade de mudar de servidor da banda larga ou outras alcavalas, tudo bem. Ainda que haja, se não for muito limitadora da liberdade das pessoas e do real custo baixo, tudo (ainda) bem.
Se da primeira desconfio e acho que vou pagar bem a factura, esta aplaudo e acho que vai ser bom.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Docimologia - notas breves
Passados que são trinta anos de moer e remoer, deitam-se muitos desses trabalhos não ao lixo, mas à sorte do esquecimento. Ponderando tudo isso, proponho,simplificando para melhor se matematizar o esquema na memória colectiva, e com base no sistema decimal (que tomou força oficial, em Portugal, já no século XIX):
1. Nenhuma prova que configure exame, no sentido tradicional, deve durar mais de cem minutos efectivos;
2. Nenhuma prova deve ter mais de dez questões;
3. Deve haver diferentes graus de dificuldade nas questões propostas, porém, todas devem valer o mesmo - parecendo isto um factor de distorção e incongruência, ou, se quiserem, uma aberração, estou convicto que é o que falta, em termos de golpe de asa, para tornar o assunto mais atractivo (o povo gosta de jogo).
4. Se o aluno, o formando ou o aprendiz se recusar a fazer seja o que for, deve o responsável ir junto dele e fazer um rabisco qualquer (assinalando, assinando junto), para o estimular - isto, que agora é um «crime» e daria processo disciplinar, um dia será prática corrente.
Ousar vencer (n)os exames não é fácil - porém, quando não se ousa, antes se atrapalha, marca-se passo e compasso, se é que não se (a)recua.
N.B. Declaro que há anos que não corrigo provas de exame convencional e que, se o tivesse de fazer agora, cumpriria com lealdade as regras em uso.
Carlos Sambade
domingo, 27 de maio de 2007
Os CE e o ME - estranhas relações
Terei mais razões que outros para ser próximo – já trabalhei com a Sra. Ministra, durante algumas horas, e apreciei a forma como ela se coloca, nessas sessões, ouvindo, respeitando e parecendo considerar o que os restantes participantes pensam e afirmam, muitas vezes em tom contestatário. Mostra-se inflexível, argumenta, defende com veemência as suas posições. No entanto, transparece a ideia de que escuta e regista.
Aceito que uma coisa é essa imagem projectada e outra como (não) processa o que regista(rá?). Mas mantém a imagem com coerência. Sempre que nos cruzámos, depois daquelas horas de reunião, cumprimenta e tem palavras de curiosa simpatia.
Já os outros poderiam ter postura diferente, mais belicosa, conflitual ou de rejeição de uma parte significativa das medidas tomadas, que não ajudam à nossa função primeira, de gerir as Escolas procurando conseguir aprendizagens de qualidade.
Porque não pretendo ser exaustivo, dou apenas alguns exemplos de decisões confrangedoras (pelo menos, eu assim considero):
Aulas de apoio e concepção de actividade lectiva – para mim, não há distinção entre ambas, o que os Professores fazem, quando apoiam um grupo restrito de Alunos que revelam dificuldades de aprendizagem, na maior parte do caso seus Alunos curriculares, é componente lectiva, não tem outro enquadramento; também é notório, para mim, que o novo ECD (Estatuto da Carreira Docente) acaba com a “dívida” do Professores para com o ME, no que se refere à diferença entre as antigas aulas de 50’ e os actuais tempos de 45’. Veremos, na definição das regras e procedimentos para o próximo ano lectivo, se o ME também assim considera. Palpita-me que vai “esquecer” a necessária clarificação.
Fim das cíclicas, no final do primeiro período, impossibilidade de prolongar o vínculo com os contratados no tempo, de acrescentar horas aos Professores contratados e de renovar, no ano lectivo seguinte (princípio da continuidade atingido), os contratos destes Professores quando não são completos – tudo a aumentar a burocracia e a reduzir o tempo de aprendizagens para os Alunos.
Temos um contratado a substituir uma colega em licença por maternidade (exemplificando); terminado o período em causa, se a substituída apresentar um atestado por 30 dias, não podemos renovar o contrato por esse período, temos que colocar o horário em concurso – um desperdício!
Também a necessidade que as Escolas vão tendo de atribuir 2, 3 ou 4 horas mais a um Professor (normalmente, um contratado tem a possibilidade de as receber) é recorrente. Com as instruções recebidas, se há duas horas para atribuir, temos sempre que as colocar em concurso. Um absurdo!
Um contratado tem um horário de 18h ou 20h. Não podemos renová-lo, ainda que a necessidade, no ano seguinte, sejam essas 18h ou 20h. Só o podemos fazer se for completo. Uma estupidez. Se for completo, este sim, deveria ser colocado a concurso, deveria ser para quem pretende entrar no sistema.
Podia continuar, mas fico-me por aqui. Porque também há o reverso da medalha, novas regras que respondem aos anseios do Conselhos Executivos, vou deixar estas para uma próxima vez.
